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Santo Ângelo sediou na quarta-feira, 11, o 2º Encontro das CIHDOTTs (Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes). O evento aconteceu no Salão Azul do Clube Gaúcho e foi promovido pelo Hospital Santo Ângelo com apoio da direção da casa de saúde, da enfermeira gestora do HSA, Maristane Almeida, e da equipe da CIHDOTT local. O evento destinou-se aos profissionais de saúde de nível superior, técnicos de enfermagem e estudantes da área.

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Na abertura, o diretor técnico do HSA, Edison Vargas, falou sobre o importante trabalho desenvolvido pela comissão e observou que um dos grandes desafios da área é a necessidade de mudanças na forma como se trata essa questão. “No Brasil temos políticas de governo em relação aos transplantes de órgãos e tecidos, mas falta política de Estado. Quando se muda um governo, um secretário de saúde leva quase seis meses para se inteirar de como está o funcionamento desse serviço”, frisou. Vargas também destacou que o Ceará, Santa Catarina e São Paulo são os estados que mais realizam transplantes de órgãos no país e a importância do Rio Grande do Sul voltar a ser referência nessa área.

Durante a solenidade também teve a manifestação da coordenadora da CIHDOTT, Denise Guerin, que falou das ações desenvolvidas pela equipe local, Na sequência, o provedor do HSA, Bruno Hesse, salientou o importante trabalho dos profissionais que atuam na CIHDOTT de Santo Ângelo que é hoje uma referência no Estado.

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ABERTURA DAS PALESTRAS

O encontro das CIHDOTTs foi aberto com a palestra do médico Joel de Andrade, especialista em medicina intensiva pelo Programa em residência médica e titulado pela AMIB, que também é coordenador estadual de transplante de Santa Catarina desde 2005. Na oportunidade, Andrade falou sobre o impacto da comunicação de más notícias na entrevista familiar para doação de órgãos. Ele tratou de quatro questões sobre o assunto: a comunicação de más notícias; o papel do profissional de medicina de urgência no processo de doação e transplante; e bases de comunicação de más notícias; e a entrevista familiar no contexto da relação de ajuda.

A programação prosseguiu à tarde com a médica intensivista, Joise Wottrich que falou sobre a manutenção do potencial doador. Depois foi a vez da psicóloga Luana Gasparetto Fontanella que falou a respeito do trabalho do psicólogo na CIHDOTT, relatando a experiência do trabalho na Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim.

Na sequência teve a enfermeira Jane Conceição Perin Lucca (enfermeira nefrologista na Clínica Renal Dr. Gatz que falou sobre “A doença crônica renal e suas fases” com depoimentos de pacientes.

PARTICIPANTES

O evento reuniu membros do CIHDOTT da região missioneira (Santo Ângelo, Carazinho, Santa Rosa, Cruz Alta, Erechim, Três de Maio, Três Passos e Passo Fundo. Participaram do encontro médicos, biomédicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos e acadêmicos da área da saúde.

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CENTRAL DE TRANSPLANTES

O coordenador da Central de Transplantes do RS, Cristiano Frank, diz que o Estado está trabalhando para voltar a crescer neste serviço. “Existe um tabu a ser vencido por parte dos profissionais de saúde e precisamos capacitar e qualificar quem atua neste setor. Muitas vezes o profissional acaba mudando de área e isso não é bom. Vamos trabalhar para reverter esse processo”, explica. Frank salienta que hoje no Rio Grande do Sul são feitos cerca de 800 transplantes por ano, principalmente órgãos como fígado, rins e pulmão. Além disso, ele disse que é feito um número bem maior de transplantes de tecidos, córneas e ossos.

Já o coordenador da Central de Transplantes de Santa Catarina, Joel de Andrade, revela que o Estado faz uma média de 1.400 transplantes por ano de órgãos como rins e fígado, além de tecidos. “Nosso Estado vem sendo destaque e nos últimos oito anos obtivemos os melhores resultados do país. Temos feito transplantes em cidades como Blumenau, Joinville, Florianópolis e Chapecó”, conta.